sábado, 2 de junho de 2012
Deixe a musica começar...
você pode me esconder nas sombras do seu coração,
ou pode, simplesmente me beijar!
Eu estou aqui ansioso por enxergar por trás da porta fechada,
sabendo que, emocionalmente, ainda sou teu...
Deixe a musica começar...
talvez seja apenas um sonho ruim difícil de acordar,
não quero acreditar que é por você que estou vivendo.
Isso seria não deixar a minha vida acontecer,
sabendo que, emocionalmente, ainda sou teu...
Deixe a musica começar...
sempre sei onde estou, mesmo quando em terras estrangeiras,
sei dos passos que caminho, mesmo de cabeça baixa.
E da chuva que cai molhando meu calçado de lona...
sabendo que, emocionalmente, ainda sou teu...
Deixe a musica começar...
Luiz wood
Lembro de você nas horas loucas
nesse amanhecer do dia, que se anuncia quente,
quando a lua da vida jogada faz brilhar seus cabelos,
no mergulho na sua boca insana de carne vermelha.
Vejo você quando te bebo, esvazio a taça linda e me embriago de você.
quando na noite embriagada de faço poemas de amor, e os declamo,
louco alucinado no meu vicio de te amar.
Calo de você quando te beijo e mordo sua boca,
e as minhas mãos te procuram ansiosas e te encontram...
Tentar te esquecer e sonhar é vão,
tenho a pele entranhada do seu cheiro e gosto,
no delírio de quem te beijou...
Quando eu finjo te esquecer ...a minha boca lembra,
ela lembra..coração!
Luiz wood
Você pode se imaginar ser criança pra sempre?
sem medo do escuro, mas deixando um restinho de luz entrar.
sentada na areia e olhando o mar...tão grande!
deixando o sol dourar seu rosto...
Você pode se imaginar ser criança pra sempre?
ouvindo a musica que não sabe de onde vem.
cantando sem mesmo conhecer a letra...fazendo seus dedinhos dançarem!
sorrindo....apenas no ritmo da canção que só você ouve.
Você pode se imaginar ser criança pra sempre?
conhecendo todas as histórias e seus finais felizes,
sendo a princesa do conto sem o dragão pra te assustar,
quase dormindo, pedir...- Conta mais!
Você pode se imaginar ser criança pra sempre?
e nunca mais...nunca mais, soltar da minha mão....
Luiz wood
domingo, 27 de maio de 2012
Entrelinhas e teu corpo, nu...e tão belo,
febre louca...
la fièvre folle
Entrelinhas , tão leve esse teu corpo,
tão pesadas as entrelinhas....
Meu corpo em febre, cabelos em ondas,
folia de corpo, tão lentas suas ondas...
Mon corps
dans la fièvre..
lenta a dança., lenta e bela….
como teu corpo nu....em entrelinhas
Danse lente, lente et belle...
tão bela...tão bela....
nu dans les lignes...
lenta a dança...lenta e bela...
Luiz wood
sábado, 26 de maio de 2012
Ainda trazia nas mãos toda a primavera que colhera pela vida.
Trazia também no olhar um brilho grande,
desses de farol, que poucas pessoas são capazes de trazer.
Era tanta luz que quando caminhava, os gira-sóis a acompanhavam, encantados...
Acho mesmo que ela era um vaga-lume que me lembro ter capturado quando ainda era um menino.
O peguei com as mãos em concha com todo o cuidado de quem segura o universo,
e coloquei aquela luzinha verde dentro de um pote de vidro vazio que roubei da cozinha quando todos dormiam.
Tenho certeza, certeza absoluta. Ela é o vaga-lume que iluminou meu quarto quando eu ainda era um menino.
E ela desce a ladeira todos os dias, trazendo nas mãos a primavera eterna.
O brilho do olhar e no sorriso, a lembrança do menino que fui...
E quando me beija, são esses os presentes que ela me dá....
A primavera, a luz verde e a criança que eu desconfio ainda ser!
Luiz wood
Trazia também no olhar um brilho grande,
desses de farol, que poucas pessoas são capazes de trazer.
Era tanta luz que quando caminhava, os gira-sóis a acompanhavam, encantados...
Acho mesmo que ela era um vaga-lume que me lembro ter capturado quando ainda era um menino.
O peguei com as mãos em concha com todo o cuidado de quem segura o universo,
e coloquei aquela luzinha verde dentro de um pote de vidro vazio que roubei da cozinha quando todos dormiam.
Tenho certeza, certeza absoluta. Ela é o vaga-lume que iluminou meu quarto quando eu ainda era um menino.
E ela desce a ladeira todos os dias, trazendo nas mãos a primavera eterna.
O brilho do olhar e no sorriso, a lembrança do menino que fui...
E quando me beija, são esses os presentes que ela me dá....
A primavera, a luz verde e a criança que eu desconfio ainda ser!
Luiz wood
Apenas buscava.
Na cidade vazia de um milhão de pessoas...de carros....e aviões lá no alto.....
Com frio, mãos no bolso. Com saudades, cabeça baixa.
A garoa fria.... a rua molhada...e seus olhos buscavam.
Já caminhava por dias e mais quinze minutos....
Com frio, mãos no bolso. Com saudades, cabeça baixa.
Olhava pelas vidraças...dentro do metrô lotado...e dos táxis velozes...
Ansiava pela próxima esquina e atravessava a rua....molhada.
Nada e ninguém...nessa cidade de milhões de pessoas...
Com frio, mãos no bolso. Com saudades, cabeça baixa.
Voltou pra casa....
Com frio, mãos no bolso. Com saudades, cabeça baixa.
Luiz wood
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Lá no canto, quase jogada, a jukebox encanta os meus ouvidos.
Apenas uma canção...apenas mais uma canção....
Tudo em volta move-se devagar, mas eu não tenho mesmo pra onde ir...nenhum lugar!
No seu lugar ficou apenas a porta entreaberta, e agora, eu não tenho mesmo pra onde ir.
Aqui nesse lugar as luzes são tão ruins, eu quase nem enxergo...
As pessoas riem e a minha cabeça dói...ela dói demais...
Eu ainda estou fumando um cigarro inventando anéis com a fumaça...
E sob a luz da meia-noite o nosso fantasma ainda me assombra!
Eu sei que vou viajar no velho trem e ir embora, a porta ainda esta entreaberta....
Seria contra todas as regras se você entrasse por ela novamente,
E eu fico imaginando para quem a velha jukebox insiste em tocar velhas canções.
Eu irei quando sentir vontade de ir, e beberei apenas quando sentir sede...
E as únicas palavras que você deixou, elas nem precisam ser ditas!
A porta continua entreaberta...
Um Blues enrolado na minha cabeça...
E lá no canto do bar, a jukebox toca uma velha canção que ninguém sequer se lembra mais!
Luiz wood
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