sábado, 26 de maio de 2012

Ainda trazia nas mãos toda a primavera que colhera pela vida. Trazia também no olhar um brilho grande, desses de farol, que poucas pessoas são capazes de trazer. Era tanta luz que quando caminhava, os gira-sóis a acompanhavam, encantados... Acho mesmo que ela era um vaga-lume que me lembro ter capturado quando ainda era um menino. O peguei com as mãos em concha com todo o cuidado de quem segura o universo, e coloquei aquela luzinha verde dentro de um pote de vidro vazio que roubei da cozinha quando todos dormiam. Tenho certeza, certeza absoluta. Ela é o vaga-lume que iluminou meu quarto quando eu ainda era um menino. E ela desce a ladeira todos os dias, trazendo nas mãos a primavera eterna. O brilho do olhar e no sorriso, a lembrança do menino que fui... E quando me beija, são esses os presentes que ela me dá.... A primavera, a luz verde e a criança que eu desconfio ainda ser! Luiz wood
Apenas buscava. Na cidade vazia de um milhão de pessoas...de carros....e aviões lá no alto..... Com frio, mãos no bolso. Com saudades, cabeça baixa. A garoa fria.... a rua molhada...e seus olhos buscavam. Já caminhava por dias e mais quinze minutos.... Com frio, mãos no bolso. Com saudades, cabeça baixa. Olhava pelas vidraças...dentro do metrô lotado...e dos táxis velozes... Ansiava pela próxima esquina e atravessava a rua....molhada. Nada e ninguém...nessa cidade de milhões de pessoas... Com frio, mãos no bolso. Com saudades, cabeça baixa. Voltou pra casa.... Com frio, mãos no bolso. Com saudades, cabeça baixa. Luiz wood

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Lá no canto, quase jogada, a jukebox encanta os meus ouvidos. Apenas uma canção...apenas mais uma canção.... Tudo em volta move-se devagar, mas eu não tenho mesmo pra onde ir...nenhum lugar! No seu lugar ficou apenas a porta entreaberta, e agora, eu não tenho mesmo pra onde ir. Aqui nesse lugar as luzes são tão ruins, eu quase nem enxergo... As pessoas riem e a minha cabeça dói...ela dói demais... Eu ainda estou fumando um cigarro inventando anéis com a fumaça... E sob a luz da meia-noite o nosso fantasma ainda me assombra! Eu sei que vou viajar no velho trem e ir embora, a porta ainda esta entreaberta.... Seria contra todas as regras se você entrasse por ela novamente, E eu fico imaginando para quem a velha jukebox insiste em tocar velhas canções. Eu irei quando sentir vontade de ir, e beberei apenas quando sentir sede... E as únicas palavras que você deixou, elas nem precisam ser ditas! A porta continua entreaberta... Um Blues enrolado na minha cabeça... E lá no canto do bar, a jukebox toca uma velha canção que ninguém sequer se lembra mais! Luiz wood

sábado, 24 de março de 2012


Nada além das mãos,
nada depois que você as tocou.
nem era um chamado ainda,
...apenas acenos,
e eu fui!
O meu nome na sua boca,
um beijo na minha,
e um gosto de céu me tocou....
Nada parecia indicar que fosse chuva,
um sol nos teus cabelos,
e meus dedos brincando neles!
Nem era um chamado ainda,
...apenas acenos,
e eu fui...e eu vou....

Luiz wood

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012


Quantos são os teus olhos a me fitar?
Quantos dentes no sorriso ao retornar?
Claros planos evidentes,
beijos jogados pelo chão...
...desafios pro meu coração?
Quantos são os dedos a me tocarem?
Quantas peles na minha mão?
Vinhos de gritos estridentes,
os teus olhos fitando o meu olhar...
...desatinam o meu coração?
Quantos são os teus atalhos?
Quais os caminhos do céu?
Lindas canções de amor,
sua voz de ouvir outra vez....
....alegrias pro meu coração!

Luiz wood

É você o meu anjo azul,
descendo por entre as nuvens da minha ilusão....
Onde está você?
Onde você mora?
me diz....cadê você?
Tantas histórias...tantas...
Na verdade,
percorri todas as cidades,
e cheguei aqui chorando... lembra?
Sonhei em Barcelona,
dormi com você em Madri,
e acordei navegando nos sete mares da nossa história.
Na verdade,
onde te encontro?
em que paisagem você se perdeu?
qual labirinto?
me diz...cadê você?
Meu anjo azul....
cadê você?

Luiz wood

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012


O que posso carregar cabe em uma mão,
Cabe no seu desejo alucinado...
Na minha cabeça aluada...
Lágrimas mareadas não cabem no mar,
Nem no tapete da nossa sala, meu amor....
Vagamos na mesma rua vazia,
E acabamos dormindo no seu cobertor, tolo amor...
Os desenhos na calçada largada, desafiam signos coloridos,
A calçada é o universo todo, aluado amor...
Junte tudo o que temos na velha mochila nas costas,
O nosso coração cabe em uma mão, grande amor...
Meu grande amor...

Luiz wood