segunda-feira, 27 de agosto de 2012


Olha o vento na janela,
um sopro lá tão longe.
Tão perto que nem vimos,
o que o vento guarda em nosso coração.
Apague a luz e sinta,
o milagre do claro e fugaz,
do seu sonho e amor...
Agora a dor já passou,
o vento levou....
Tudo o que sempre sonhamos,
tão perto e nem vimos.
E o que vento não traz,
ta guardado em meu coração.
Nem importa em que direção,
o vento vai soprar....

Luiz wood

domingo, 26 de agosto de 2012


Dizem tanto do amor.
Que por vezes ele corta,
faz sangrar....
Noutras, dizem, é suave,
quase voa..quase...
Dizem que o amor é rio,
corre suave,
deságua no mar...
Que é tempestade,
com raios, trovões,
um tanto assustador....
Já ouvi dizer que o amor,
é dança, musica...
feliz apenas por estar...
Dizem tanto do amor,
e eu ainda não sei nada dele,
a não ser o seu nome...
Porque é assim que te chamo,
nas horas vagas do entardecer,
no amanhecer sorridente,
no mar que recebe o rio....
Assim te chamo:
- Meu amor!
Quando tu chegas e me faz ser feliz!

Luiz wood

sexta-feira, 24 de agosto de 2012


Teus olhos, flor da paisagem.
prata e ouro, brincos raros..teus riachos...
Nunca mais enxerguei mares e marés,
Só teus olhos e veredas...
Tão claros os teus olhos,
reluzem a lua na areia,
pegadas e estradas.
Teus olhos no fim da viagem,
E toda a beleza, feito natureza,
algodão, linho e cambraia,
roupa branca tal qual a renda que te cobre.
E nosso lençol....renda branca.
Teus olhos, flor da paisagem.
prata e ouro, brincos raros..teus riachos...
e nosso lenço...nosso lençol...

Luiz wood

terça-feira, 21 de agosto de 2012


Eu te vi caminhando pelos meus olhos,
eu te vi numa manhã que havia sol,
e céu tão azul....
Eu te vi me olhando com seus olhos de céu,
e não consigo esquecer.
Era azul o teu olhar, era azul a manhã,
era azul o dia de começar a minha vida inteira,
E eu te vi caminhando por ele,
e você estava tão livre,
que me fez perceber que além do mar azul,
a liberdade é azul,
meu amor azul!

Luiz wood


Eu entendo o seu sorriso,
sei quando ele chega e me diz:
- Bom dia amor!
Percebo no vento que agita meus cabelos,
sei dele nas loucas horas da noite em que você não está.
Eu entendo o seu sorriso,
mesmo quando ele me deixa mudo e cego,
ou quando ele me enche de liberdade,
fazendo meus braços se abrirem inteiros,
e simplesmente faz o pássaro voar...além!
Eu entendo o seu sorriso,
quando ele me deixa calmo feito um navio,
quando ele me sacode todo, feito vulcão,
e quando meus passos caminham sorrindo...
Eu entendo amor,
eu entendo o seu sorriso.

Luiz wood

terça-feira, 7 de agosto de 2012


Dorme a lua em pleno dia,
fico assim engasgado com seu lume.
Dorme o rio, sossega o mar,
e ainda estou aqui,
sonhador querendo ser você,
nessa rima de poeta!
Onde foi que se escondeu?
menina da minha sina,
que me deixa assim só eu...só eu...?
Tu nem te lembras da tarde,
da voz que cantava e ardia,
naquela tarde...
Tanta gente passa, canta e cala,
tantas vidas no varal, lençóis tão brancos,
tantas pontes, tantas coisas..tantas...
só você não me contempla.
E esse nó bem no meio da garganta,
que nem homem nem poeta sabem engolir,
tantas léguas, tantos caminhos,
e cadê você?

Luiz wood

A minha língua conhece a tua,
vadia e ofegante, nos fazendo assim,
estrangeiros bem no meio do quarto....
a minha boca e a tua, num gosto de amor!
Sinto a sua boca em mim, bem lá dentro de mim,
Sem nenhum receio eu desejava assim,
invadindo todo o meu corpo,
um caminho de pecado por onde passou!
Fomos pecado, fomos inferno e céu,
sem princípios ou fim...
Nada mais se tem pra desvendar,
só teu corpo, meu paraíso de perdição,
...e amor!
Ah...a minha língua te conhece toda,
corpo, pele, seio..teu corpo inteiro,
nos queimando assim....
incêndio...incêndio do amor!

Luiz wood