terça-feira, 7 de agosto de 2012


Dorme a lua em pleno dia,
fico assim engasgado com seu lume.
Dorme o rio, sossega o mar,
e ainda estou aqui,
sonhador querendo ser você,
nessa rima de poeta!
Onde foi que se escondeu?
menina da minha sina,
que me deixa assim só eu...só eu...?
Tu nem te lembras da tarde,
da voz que cantava e ardia,
naquela tarde...
Tanta gente passa, canta e cala,
tantas vidas no varal, lençóis tão brancos,
tantas pontes, tantas coisas..tantas...
só você não me contempla.
E esse nó bem no meio da garganta,
que nem homem nem poeta sabem engolir,
tantas léguas, tantos caminhos,
e cadê você?

Luiz wood

Um comentário:

  1. Luiz, belo poema!
    Vim desejar-te uma ótima semana!!
    Um abraço
    Amara

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